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Velocidade do Obturador
 
B. C. Deiró                  
 
A velocidade do obturador corresponde ao tempo em que a câmera mantém o diafragma aberto para a luz da cena penetrar através da lente e impressionar o filme das máquinas analógicas ou o sensor das digitais, produzindo a fotografia. Velocidades mais rápidas "congelam" a imagem de assuntos em movimento: com o obturador a 1/2000s, um carro da Fórmula 1 em plena corrida sai nítido na foto, como se estivesse imóvel na pista. Para imprimir sensação de movimento, basta reduzir a velocidade e deixar os objetos "borrarem" a foto. Câmeras com ajuste manual da velocidade possibilitam a aplicação desses efeitos.
 
 
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Na foto da esquerda, a velocidade do obturador “congelou” os carros que parecem estacionados no meio da avenida. Ao reduzir para 1/8s eles saíram “borrados”, imprimindo a sensação de movimento, à direita. Em câmeras que disponibilizam o controle da velocidade, um ou outro efeito poderá ser aplicado.
 
Os valores da velocidade são indicados por segundos, como 1s, 2s, 30s, etc.
Ou em frações de segundos: 1/2s, 1/4s, 1/8s, 1/15s, 1/30s, 1/60s, 1/125s, 1/250s, 1/500s, 1/1000s, 1/2000s.
Velozes, câmeras top de linha passam de 1/4000s, 1/8000s.
 
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Outro exemplo dos efeitos da alta e baixa velocidade na fotografia. À esquerda, a rapidez com que o obturador registrou o chafariz (1/800s) permite ver detalhes em cada um dos jatos de água, que parecem pinceladas impressionistas na outra foto, tirada à baixa velocidade (1/27s).
 
Em situações de pouca luz, na tentativa de evitar fotos escuras devemos aplicar velocidades baixas que é para o diafragma ficar aberto por mais tempo e a fraca luz ambiente agir prolongadamente sobre o sensor. Porém, conforme se estende a exposição, aumenta o risco da câmera ou do assunto não conseguirem permanecer imóveis e a foto sair tremida ou borrada. Para evitar esse inconveniente, é recomendável utilizar a máquina apoiada em tripé e dar preferência a assuntos imóveis.
 
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Resultados da aplicação de diferentes tempos de exposição em fotos noturnas, tiradas com a câmera sobre tripé.
 
A combinação entre a velocidade do obturador, a abertura do diafragma e o fator ISO possibilitarão, aos que possuem câmeras com controle total da exposição, aplicar técnicas que vão acrescentar ainda mais criatividade às fotos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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