O
zoom
digital tem sido motivo de frustração para usuários
que, mal orientados, compram câmeras impressionados com seu
fator de aumento, iludidos de que o zoom digital possua os mesmos
poderes de aproximar visualmente os assuntos que o
zoom
óptico. Quando usado para esse fim, tudo o que ele faz
é comprometer a qualidade das imagens.
Há duas situações em que o zoom digital
pode ser útil. A primeira é quando a câmera
está praticamente sem espaço de armazenagem disponível
e há mais fotos por bater. Neste caso o fotógrafo
poderá “aproximar” a parte do assunto que lhe
interessa mas reduzir a
resolução
da imagem de acordo com o número de vezes em que aplicou
o zoom digital.
Lembre-se: a aproximação que você vê
pelo
monitor
de LCD quando usa o zoom digital é falsa, tanto que não
pode ser vista pelo visor ocular, pois é produto do software
que está dentro da câmera. Já o zoom óptico
é resultado do arranjo das lentes que de fato aproxima visualmente
o assunto, traz mais detalhes O digital apenas “corta”
a imagem, enquadrando a parte da cena que você escolher e
tirando fora o restante.
Por isso, se você não reduzir a resolução
como indicamos, o efeito será o mesmo que ampliar uma imagem
além do recomendável: a foto original será
submetida a um sistema de interpolação que a deteriora
de forma irreversível, visível até em ampliações
menores. Pior, você não tiraria proveito daquela que
é, de fato, a única vantagem do processo: economizar
espaço no
cartão.
A outra situação em que o zoom digital deve
ser eleito também se relaciona a situações
emergenciais: quando você precisa capturar, mesmo que em detrimento
da qualidade da imagem, determinado ângulo distante da cena.
A ampliação processada dentro da câmera pode
ser preferível à obtida depois, por meio de programas
de edição gráfica. Neste caso, reenquadre a
cena com o zoom digital, não altere a resolução
e... boa sorte!