Flores, moedas, selos, bibelôs, bijuterias,
jóias, frascos de perfumes e toda sorte de miudezas roubam
a cena e reinam absolutas diante da lente, quando as câmeras
permitem aos fotógrafos maior aproximação do
assunto. Normalmente isso é feito por meio do Modo Macro,
presente na maioria das digitais. Quanto mais sofisticada a máquina
mais perto do objeto ela chega e mais impressionante a macrofotografia
que produz. Algumas podem ficar a menos de 5 cm do assunto e modelos
top de linha atingem 1 cm de aproximação, ou seja,
quase encostam no objeto, revelando o que nossos olhos não
seriam capazes de identificar na cena real.
Um dos assuntos prediletos dos amantes da macrofotografia
são curiosos insetos, como formosas borboletas ou minúsculas
joaninhas, que preenchem de fascínio o enquadramento. Simples
gotas d'água, de orvalho ou respingos da chuva sobre pétalas
de rosa, reflexivos pedregulhos, conchas do mar e as infinitas formas
multicoloridas da natureza geram admiráveis imagens através
da lente macro que, com um toque de criatividade do fotógrafo,
podem beirar o abstrato e tornar-se ainda mais atraentes e intrigantes.
Se você pretende se dedicar à macrofotografia
de grande impacto, procure em nossas análises as câmeras
digitais que mais se aproximam do assunto, reproduzam alto nível
de detalhes e cores vibrantes. E que saibam manter a nível
aceitável algumas das interferências mais comuns neste
tipo de fotografia, como a
distorção
óptica do tipo barril e a
suavidade
nas bordas das imagens.
Quanto ao uso do flash a curtas distâncias, apesar
deste alcance constar nas especificações de muitas
digitais, é comum em nossos testes depararmos com desagradáveis
resultados: áreas de brilho estouradas, iluminação
heterogênea, fundo muito escuro... Nada impede que você
faça alguns testes usando o flash, mas não deixe de
comparar essas fotos com as que você tirar sem flash, todas
as luzes acesas e o
Balanço
do Branco bem ajustado.